God - our heavenly Father.
Oh God - and my father
Who is also in heaven.
May the light
Of this flickering candle
Illuminate the night the way
Your spirit illuminates my soul.
Papa, can you hear me?
Papa, can you see me?
Papa, can you find me in the night?
Papa, are you near me?
Papa, can you hear me?
Papa, can you help me not be Frightend?
Looking at the skies
I seem to see a million eyes
Which ones are yours?
Where are you now that yesterday
Has waved goodbye
And closed its doors?
The night is so much darker.
The wind is so much colder.
The world I see is so much bigger
Now that I'm alone.
Papa, please forgive me.
Try to understand me.
Papa, don't you know I had no choice?
Can you hear me praying
Anything I'm saying.
Even though the night is filled
With voices?
I remember everything you taught me
Every book I've ever read.
Can all the words in all the books
Help me to face what lies ahead?
The trees are so much taller
And I feel so much smaller.
The moon is twice as lonely
And the stars are half as bright.
Papa, how I love you.
Papa, how I need you.
Papa, how I miss you kissing me goodnight.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Perfeição?!
Essa semana tive uma discussão online com um colega de profissão acerca de uma renomada instituição de ensino de línguas, eu argumentava que a tal instituição demitira todos os professores com muitos anos de casa e contratara professores recém-formados. Ele não gostou quando eu disse que aquela instituição tinha mudado pra pior, o 'colega' alegou que era um profissional excelente. E foi nesse momento que senti medo e pena!
Senti medo por constatar que existem pessoas que se acham excelentes! O que é ser excelente? De acordo com uma página da web que acabei de consultar excelente é: "Superior em seu gênero, perfeito, primoroso, exímio, inigualável" Será que existem humanos assim? E o que leva uma pessoa a se considerar em tão alto patamar? Não aconselharia a prudência a ter um pouco mais de modéstia? O Mestre dos mestres, o único ser verdadeiramente perfeito que já pisou no solo desse planeta, se consideraria excelente?
Confesso que tenho um pouco de medo e de pena de quem se acha perfeito. Ser perfeito é admitir, constatar que já não pode errar mais e que inclusive já não pode crescer mais, não há o que aprimorar na perfeição! Por isso digo que jamais contrataria um profissional que se acha perfeito, excelente, pronto. Como essa pessoa pode crescer? Como pode melhorar? E será que esse tipo de personalidade aceita críticas?
Eu não sou excelente! Faço o que posso pra dar sempre o meu melhor, tento me aprimorar a cada dia e tenho consciência dos meus defeitos, todinhos... Mas , perfeita? Nem morta!
Gosto de sentir o sabor da dúvida, da incerteza! Gosto de pensar que posso ainda fazer muitos cursos, estudar muitas línguas, fazer outra faculdade e até mudar de profissão, se quiser. Eu me delicio com o sabor das possibilidades! A vida pode e deve ser 'um tempo' de se melhorar, de seguir adiante...
Só pra refletir: SEDE MANSO COMO A POMBA E PRUDENTE COMO A SERPENTE
Senti medo por constatar que existem pessoas que se acham excelentes! O que é ser excelente? De acordo com uma página da web que acabei de consultar excelente é: "Superior em seu gênero, perfeito, primoroso, exímio, inigualável" Será que existem humanos assim? E o que leva uma pessoa a se considerar em tão alto patamar? Não aconselharia a prudência a ter um pouco mais de modéstia? O Mestre dos mestres, o único ser verdadeiramente perfeito que já pisou no solo desse planeta, se consideraria excelente?
Confesso que tenho um pouco de medo e de pena de quem se acha perfeito. Ser perfeito é admitir, constatar que já não pode errar mais e que inclusive já não pode crescer mais, não há o que aprimorar na perfeição! Por isso digo que jamais contrataria um profissional que se acha perfeito, excelente, pronto. Como essa pessoa pode crescer? Como pode melhorar? E será que esse tipo de personalidade aceita críticas?
Eu não sou excelente! Faço o que posso pra dar sempre o meu melhor, tento me aprimorar a cada dia e tenho consciência dos meus defeitos, todinhos... Mas , perfeita? Nem morta!
Gosto de sentir o sabor da dúvida, da incerteza! Gosto de pensar que posso ainda fazer muitos cursos, estudar muitas línguas, fazer outra faculdade e até mudar de profissão, se quiser. Eu me delicio com o sabor das possibilidades! A vida pode e deve ser 'um tempo' de se melhorar, de seguir adiante...
Só pra refletir: SEDE MANSO COMO A POMBA E PRUDENTE COMO A SERPENTE
Nunca Conheci quem Tivesse Levado Porrada
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?
Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
domingo, 11 de abril de 2010
This is how we do it
Eu que não sei nada do mar, sempre tive alma de advogada dos pobres, torci no BBB pelo Di. Porque é fácil torcer pelo herói, difícil é torcer pra quem talvez não tenha um comportamento tão ético. Então eu sou assim, sempre vou torcer pela biba fofoqueira...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Cuide-se bem!
Às vezes deixamos de fazer um monte de coisas que nos dão prazer pra fazer aquelas que nos são impostas. Aí, um belo dia você se dá conta de que tudo isso é absolutamente transitório e sem importância alguma, que você deve arrumar mais tempo pra si e deixar as obrigações um pouco de lado.
Cuide-se bem! Perigo há por toda parte...
Cuide-se bem! Perigo há por toda parte...
terça-feira, 3 de março de 2009
"se um veleiro repousasse..."

Sábado passado, enquanto minha mãe assistia um famoso programa de calouros da TV, aconteceu de novo. Mais um calouro apareceu com a brilhante idéia de cantar Porto solidão do Jessé (Hein?). Com tantas músicas bonitas, por que cargas d´água, Senhor, as pessoas insistem sempre no mesmo estilo de música, na mesma interpetação Alberto Roberto.
Então eu recomecei a imaginar a mesma cena de sempre: a do cotidiano do calouro.
Cena 1: O calouro está no banco numa fila enorme no início do mês. Ao observar o tamanho da fila, ele começa a cantar da forma mais impostada e artificial possível: ' se um veleiro repousasse na palma da minha mão...'
As pessoas começam a se olhar, totalmente assustadas pelo inesperado da situação, aguentar uma fila enorme e ainda passar por isso?
Observando que sua tática está surtindo efeito, ele prossegue nos trejeitos, aumentando as vogais , até chegar ao refrão: Riiiimas, de ventos e velaaaaaaaaas
Vida que vem e que vaaaaaaaaai
A solidão que fiiiiica e entra
Me arremessandoContra o caaaaaaais...
ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
E fecham-se as cortinas...
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