
Sábado passado, enquanto minha mãe assistia um famoso programa de calouros da TV, aconteceu de novo. Mais um calouro apareceu com a brilhante idéia de cantar Porto solidão do Jessé (Hein?). Com tantas músicas bonitas, por que cargas d´água, Senhor, as pessoas insistem sempre no mesmo estilo de música, na mesma interpetação Alberto Roberto.
Então eu recomecei a imaginar a mesma cena de sempre: a do cotidiano do calouro.
Cena 1: O calouro está no banco numa fila enorme no início do mês. Ao observar o tamanho da fila, ele começa a cantar da forma mais impostada e artificial possível: ' se um veleiro repousasse na palma da minha mão...'
As pessoas começam a se olhar, totalmente assustadas pelo inesperado da situação, aguentar uma fila enorme e ainda passar por isso?
Observando que sua tática está surtindo efeito, ele prossegue nos trejeitos, aumentando as vogais , até chegar ao refrão: Riiiimas, de ventos e velaaaaaaaaas
Vida que vem e que vaaaaaaaaai
A solidão que fiiiiica e entra
Me arremessandoContra o caaaaaaais...
ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
E fecham-se as cortinas...
