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terça-feira, 3 de março de 2009

"se um veleiro repousasse..."


Sábado passado, enquanto minha mãe assistia um famoso programa de calouros da TV, aconteceu de novo. Mais um calouro apareceu com a brilhante idéia de cantar Porto solidão do Jessé (Hein?). Com tantas músicas bonitas, por que cargas d´água, Senhor, as pessoas insistem sempre no mesmo estilo de música, na mesma interpetação Alberto Roberto.
Então eu recomecei a imaginar a mesma cena de sempre: a do cotidiano do calouro.
Cena 1: O calouro está no banco numa fila enorme no início do mês. Ao observar o tamanho da fila, ele começa a cantar da forma mais impostada e artificial possível: ' se um veleiro repousasse na palma da minha mão...'
As pessoas começam a se olhar, totalmente assustadas pelo inesperado da situação, aguentar uma fila enorme e ainda passar por isso?
Observando que sua tática está surtindo efeito, ele prossegue nos trejeitos, aumentando as vogais , até chegar ao refrão: Riiiimas, de ventos e velaaaaaaaaas
Vida que vem e que vaaaaaaaaai
A solidão que fiiiiica e entra
Me arremessandoContra o caaaaaaais...
ahhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
E fecham-se as cortinas...

sábado, 8 de março de 2008

simplesmente amor

A indisciplina cruel que atrapalha as visitas mais frequentes ao blog é a culpada pelo sumiço.

Amores, canções e filmes...

Assisti em dvd o Simplesmente Amor e agora não entendo como consegui ficar sem ele por tanto tempo?

Como assim? o Hugh Grant sempre com aquele jeitão dele, charmoso, cara de paspalho e safado ao mesmo tempo, sem conseguir se declarar pra secretária...

O "inalcançável" momento perfeito pra se dizer algo, será que existe esse momento?

Eu já deixei tantas vezes de dizer tantas coisas por medo de dizer a coisa da forma errada, ser inconveniente, invadir o espaço do outro...

Também já fui impulsiva, disse da forma errada, no momento errado pra pessoa errada.
A vida é assim, sem ensaios.

Ainda hoje tento consertar o que não tem conserto, inutilmente.

Pena não existir uma máquina do tempo, tipo Back to the Future...That´s the power of love.