Por ser tão imperfeita, sempre tive uma dificuldade absurda pra lidar com pessoas perfeitas, com suas perfeitas relações, perfeitos empregos, perfeitos corpos e cabelos...
Sou como o poema do Fernando Pessoa... Sem chances de ter nascido pra ser a líder de torcida!
Poema em linha reta
Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)
[538]Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,Que tenho sofrido enxovalhos e calado,Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachadoPara fora da possibilidade do soco;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigoNunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humanaQue confessasse não um pecado, mas uma infâmia;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?Eu, que venho sido vil, literalmente vil,Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
Coisas que aprendi com o cinema...
Uma das coisas mais legais da vida é que a gente pode aprender com a experiência dos outros, então você não precisa se envolver com um psicopata, acabar fatiado numa bandeja de isopor pra aprender a se afastar de tipos assim. Este é só um exemplo, nada sutil.
Apesar de ser bem tagarela, agitada, entre tantas outras coisas, sempre tive a capacidade de observar os outros em seus acertos e burradas. E para mim os filmes sempre foram uma forma de viver e observar vidas que mesmo sendo irreais, frutos de ficção, mostram às vezes situações bem reais.
Um dos meus filmes favoritos, principalmente pros dias de chuva é 'O casamento do meu melhor amigo' e observando a saga da Juliane podem ser tiradas valiosas lições que eu considero importantíssimas ou até mesmo vitais pra ordem , ética, convivência diária. Estou me referindo ao fato de um terceiro elemento se envolver numa possível relação amorosa ja estabelecida.
Apesar de já ter ouvido muitas mulheres inteligentes, bonitas e solteiras dizendo que como os homens legais estão em falta no RJ o 'negócio' seria ficar com um já comprometido(?!) A minha pergunta é pra quê? Por que você vai se expor a esse ponto, pra no final do filme terminar dançando com o amigo gay? E você gostaria de estar feliz com seu namorado e ver sua relação arruinada? Eu hein! Tô fora! Não quero ficar andando em círculos pelo umbral. Prefiro os meninos fáceis, descompromissados, disponíveis e, de preferência, que estejam realmente a fim de mim. Acho que no fundo eu continuo a mesma rainha do doce, a que gosta de ser a mais difícil...
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então...
Apesar de ser bem tagarela, agitada, entre tantas outras coisas, sempre tive a capacidade de observar os outros em seus acertos e burradas. E para mim os filmes sempre foram uma forma de viver e observar vidas que mesmo sendo irreais, frutos de ficção, mostram às vezes situações bem reais.
Um dos meus filmes favoritos, principalmente pros dias de chuva é 'O casamento do meu melhor amigo' e observando a saga da Juliane podem ser tiradas valiosas lições que eu considero importantíssimas ou até mesmo vitais pra ordem , ética, convivência diária. Estou me referindo ao fato de um terceiro elemento se envolver numa possível relação amorosa ja estabelecida.
Apesar de já ter ouvido muitas mulheres inteligentes, bonitas e solteiras dizendo que como os homens legais estão em falta no RJ o 'negócio' seria ficar com um já comprometido(?!) A minha pergunta é pra quê? Por que você vai se expor a esse ponto, pra no final do filme terminar dançando com o amigo gay? E você gostaria de estar feliz com seu namorado e ver sua relação arruinada? Eu hein! Tô fora! Não quero ficar andando em círculos pelo umbral. Prefiro os meninos fáceis, descompromissados, disponíveis e, de preferência, que estejam realmente a fim de mim. Acho que no fundo eu continuo a mesma rainha do doce, a que gosta de ser a mais difícil...
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então...
E ele partiu pra bem longe...
Depois de muito tempo, tento retornar ao antigo blog, hospedado no weblogger, e descubro que ele ''foi pelo buraco". Como assim? Parece que o weblogger saiu do ar, espero que não seja pra sempre, pois parece estranho perder aquele espaço de tantas lembranças, anotações, esquisitices...
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